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Onde estão os clientes?

A necessidade de um especialista na realização de um projeto de Arquitetura e Engenharia ainda é pouco reconhecida.

 

Um dos motivos que possam causar esse “efeito” seria a ideia de que um projeto custa caro. Não posso dizer que custa pouco também, pois se partirmos da hipótese de que sem projeto custa zero, qualquer projeto custa algo. Mas a verdade é que o projeto de um Arquiteto e um Engenheiro deverá custar em torno de 1,5% a 2,5% do custo total da obra. Além disso, a consequência da existência de um projeto, além da boa performance do seu empreendimento, gera economia de materiais, tempo e mão de obra. Ou seja, um projeto custa, mas não custa. E reparem que nem entrei nos aspectos técnicos e estéticos positivos de um projeto bem feito.

 

Nesse momento eu me pergunto, porque os cidadãos do nosso querido planeta, ainda acham caro a contratação de especialistas?

 

Por incrível que isso possa parecer, penso que o motivo principal das pessoas acreditarem na não necessidade de um profissional, é simplesmente, cultural.

 

Explico: Mais de 80% das construções nas cidades brasileiras são realizadas sem projeto ou com projeto muito simples. Aqueles feitos somente para aprovação da obra na prefeitura. Acho que todos sabem ao qual estou me referindo. O que não se pode considerar como projeto. É somente um documento.

 

Portanto, acredita-se, intrinsicamente em nossa sociedade, que um projeto deva ser simples ou inexistente ou ainda, apenas para empreendimentos de alto padrão. É comum ouvir por aí: “Ah, mas o primo do meu cunhado construiu uma casa “maravilinda” sem projeto nenhum. Ele mesmo desenhou”. Nessa hora me dá vontade de tomar leite com manga na frente da minha avó, só para ver o que acontece.

 

No entanto, o assunto é um pouco mais sério, os efeitos colaterais são percebidos na evolução arquitetônica das cidades que é inadequada e praticamente não atendem as necessidades de conforto e espaço da nossa sociedade.

 

Onde realmente estou querendo chegar com isso tudo, é na disseminação do conhecimento necessário para que se possa não ter dúvidas que a contratação de profissionais especializados custa pouco e gera economia. Juro que é verdade!

 

Para exemplificar, a economia gerada pode facilmente ser observada em duas etapas. A primeira etapa é na fase construtiva: um projeto detalhado, assim como dito anteriormente, gera economia de materiais, tempo e mão de obra. O contratante tem um controle mais rigoroso e preciso de tudo o que acontece na obra e de forma documentada, sem dizer que um projeto bem feito segue todas as normas técnicas para garantir uma boa performance.

 

A segunda etapa vem com economias de longo prazo, por exemplo: a conta de energia será mais baixa pelo simples fato da sua obra ser locada de forma mais inteligente e de acordo as características climáticas da região. A escolha de materiais e métodos construtivos e estruturais acabam favorecendo uma performance mais adequada ao seu empreendimento e a maneira correta de execução da obra aumenta a sua vida útil, diminuindo a necessidade de reformas e de manutenção.

 

E por último, e não menos importante, o projeto evita um fenômeno comum que é o “a gente resolve na obra”. Toda falta de detalhamento que deverá ser corrigido ou criado na hora de execução custará caro e provavelmente não será uma solução adequada. Motivos não faltam para contratar o seu profissional mais querido!

 

Entretanto, observa-se algo interessante no meio disso tudo, aqueles que decidem positivamente, contratar um arquiteto/engenheiro para um projeto, ficam na dúvida se contratam apenas um dos dois, ou os dois e em qual ordem isso deve ocorrer. A verdade seja dita: os dois profissionais devem trabalhar de forma colaborativa e simultânea. Porém, tudo começa com o projeto arquitetônico.

 

Contudo, é necessário dizer algo que muitos não irão gostar ou concordar: Engenheiros entendem pouco ou quase nada de Arquitetura e Arquitetos entendem pouco ou quase nada de Engenharia. No entanto é muito comum ver esses dois profissionais trabalhando de forma separada ao invés de trabalharem de forma conjunta. A verdade verdadeira, meus queridos, é que esses profissionais se odeiam. Menos eu.

 

O arquiteto combina as necessidades projetuais com a estética de forma harmônica e inteligente. Sabe bem como dimensionar espaços, volumes, fluxo de pessoas e a dinâmica funcional diária do empreendimento. O engenheiro, por sua vez, sabe bem como casar a Arquitetura dentro de um sistema estrutural que atenda as normas técnicas mínimas de uma forma econômica e inteligente. Costumo dizer que o engenheiro faz o melhor, utilizando o mínimo necessário para uma performance adequada do empreendimento.

 

Foi exatamente por esse motivo que decidi me juntar com uma arquiteta na abertura do meu escritório de projetos. Aqui, realizamos o projeto dos seus sonhos de forma sincronizada e inteligente. Não deixe de procurar por um profissional especializado. Na medida do possível, encontre aquele que seja apaixonado pelo que faz. Assim como eu.

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